domingo, 19 de setembro de 2010

PEDAGOGIA DA AUTONOMIA

 "Ninguém é sujeito da autonomia de ninguém"

Este livro trata - se de saberes as práticas educativas, no qual Freire relata aspectos fundantes e necessários para o desenvolvimento do processo educacional, acerca desta reflexão, aponta que precisamos assumir uma postura vigilante sobre as práticas de desumanização. Que o âmbito escolar deve possibilitar mais do que a sistematização da linguagem, mas se responsabilizar pela construção plena do sujeito, na sua formação social e  histórica cultural. Para Freire, a educação é ideológica, mas dialogante e atentiva, o que ele nomeia de ciclo gnoseológico. Neste caso, entende - se que existe uma troca de saberes, uma vez que se obtém um conhecimento e possibilito compartilhá - lo, será possível ter visões distintas para um(a) mesmo(a) ponto/questão, sejam positivos(as) ou negativos(as), e/ou ainda ampliará, uma vez que poderei permanecer com a visão anterior, mas agregarei algo novo, portanto modificarei este conhecimento. Desta forma, acontece uma comunicação da aprendizagem de fato, de gente para gente, com sentimentos e emoções. A sua pedagogia é fundada na ética, no respeito a dignidade e a própria autonomia do educando. É vigilante contra todas as práticas de desumanização, Freire diz que é necessário o saber - fazer da auto reflexão crítica e o saber - ser da sabedoria exercitada no qual ajudam a evitar essa "desumanização" e o discurso fatalista da globalização, no qual temos consciência que existe. 
Segundo Freire, ensinar é a possibilidade da constituição de saberes tanto para o sujeito receptivo, quanto para o sujeito informativo. Acerca disto é preciso reconhecer que só a educadores exercendo a prática docente, se houver educando. E que o educador no exercício desta prática gere possibilidades para que o educando tenha criticidade,  consciência de seus deveres, direitos e que saiba defendê - los, que tenha propriedade de argumentação, o que nada tem haver ou está relacionado com o intelecto mecanicista, militarista que existem no processos educacionais, que "educam" seres passivos, sem opiniões e criticidade. 
Freire diz que existem duas maneiras de pensar, o pensar certo e o pensar errado. Pensar certo, é acima de tudo, assumir - se como um ser em construção contínua, de que é preciso ir em busca do "novo", sejam, novas questões, conteúdos, informações, que são importantes para o âmbito escolar, a troca de pesquisas, seja pelo professor, seja pelo aluno e o compartilhamento desta prática. Pesquisa no qual ambos saem de uma zona de conforto e através de uma curiosidade simplista, esta torna - se uma curiosidade epstemológica interagindo com o contexto no qual está inserido. Esta é mais uma das questões fundantes levantada por Freire sobre à prática educativa, no qual mais do que a própria escola, o educador, no exercício da sua prática docente, deve aproveitar o contexto ao qual seu aluno está inserido e oportunizar este âmbito como fonte de discussões, afinal ela não surge por sim só, é preciso propiciar, instigar. E esta é uma responsabilidade, afinal o contexto social no qual o aluno está inserido é uma condição e não um determinismo. E através dos conceitos e atitudes do professor haverá o exemplo ou não, uma vez que professores demagógicos com suas certezas assumem transgressões com seus alunos ao dizer algo e fazer outro completamente oposto. 
Portanto, Freire diz que não é possível aceitar e se conformar com o fatalismo cínico, que  acaba com a esperança, que corrompe com a ética, com as convicções do pensar certo, diz ainda que não é possível assumir um papel de neutralidade diante de tudo isto, que o papel necessário e fundamental do professor é acima de tudo um ato de amor e alegria, que a esperança e o comprometimento são essências para a sobrevivência da verdadeira prática educacional.

Abaixo segue a  relação destes deveres necessários
e fundantes à prática educativa:


A rigorosidade metódica e a pesquisa,
A ética e estética,
A justa raiva,
A competência profissional,  
O respeito pelos saberes do educando e o reconhecimento da identidade cultural, 
A rejeição de toda e qualquer forma de discriminação, 
A reflexão crítica da prática pedagógica, 
A corporeiificação,
O saber dialogar e escutar,
O querer bem aos educandos, 
O ter alegria e esperança, 
O ter liberdade e autoridade,
O ter curiosidade,
O ter a consciência do inacabado...

sexta-feira, 17 de setembro de 2010

EU TENHO UM BLOG



Logo depois que me aventurei a fazer e estruturar um blog, muitas pessoas estranharam e me perguntaram espantadas:  "Nossa, você tem um blog?". Como se isso fosse coisa de outro mundo! Irrealizável, a nós meros mortais... Pareceu-lhes bastante estranho, afinal como é que pode alguém que não fosse jornalista ou um intelectual se meter a besta, palpitando assuntos tão complicados, controversos e transversais (embora tão presentes) como a Educação.  Penso, que o fato seja justamente esse: a possibilidade de opinarmos, livremente. Afinal a internet, é um meio de comunicação interativo, e possibilita essa capacidade. Seja através dos sites de relacionamentos, dos fóruns ou mesmo dos blogs, qualquer um pode expressar suas idéias, comunicá-las ao mundo, estando ou não de acordo.  E nesta dimensão não estamos apenas no papel de receptores, como antes estávamos diante da televisão e do rádio, aqui temos a oportunidade de co - atuar como agentes ativos. É a esse propósito que esse blog ganha vida. Mesmo que não discuta um conceito filosófico como faria um iniciado no assunto, ou não avalie um fato como faria um jornalista ( o que pode ser positivo ) posso me situar frente às problemáticas, posicionando - me em relação às questões que me acometem e com as quais irei lidar. Ao falar dos processos educacionais, como funciona a sociedade, conceitos e procedimentos, por exemplo, construir uma reflexão que me pode ser ilucidativa, no sentido de que compreendendo melhor os problemas tenho meios para resolvê-los. Dessa forma, pensando, tornamos sujeitos de nossa própria história e podemos assim dirigí-la segundo nossas próprias ideologias e princípios, não nos deixando simplesmente levar, inertes ou submissos, para onde quer que a correnteza vá. Podemos, enfim, enfrentá-la, abertamente! E quem sabe, para aqueles que lhe causarem certa estranheza não dispertar a curiosidade.

quarta-feira, 28 de julho de 2010

Autora


Marcela Barreto, nascida no dia 11 de julho de 1988. Mora em Votorantim, interior de São Paulo. Decidiu expor algumas idéias sobre educação neste blog e além dele, porque acredita que este é um dos meios/caminhos significativos para a humanidade, em seus conceitos e práticas existenciais.
Está graduando pedagogia pela ESAMC. Tem experiência na aréa educacional, com enfâse em educação infantil, atuando no processo de alfabetização.
Participa como agente ativa no Projeto Ler e Escrever, com enfâse na diferenciação dos meios de ensino aprendizagem, no processo de alfabetização, em Escola Pública x Particular.


sábado, 24 de julho de 2010

Serviço de Atendimento aos Leitores - PE




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